Novo Blog dos alunos do PPD-ESDI

Os alunos do Programa de Pós-Graduação em Design da Esdi (Escola Superior de Desenho Industrial) estão começando a organizar um espaço coletivo, a partir da brilhante iniciativa do meu colega Wallace Vianna. Trata-se de um blog com tendências colaborativas para difusão de informações sobre as atividades que vêm acontecendo no mestrado dessa instituição: defesas de tese, artigos publicados, seminários, eventos, etc. Esse espaço virtual – em fase contínua de organização de conteúdo – promete ser um ponto de confluência para aqueles interessados em se informar e interagir com o que vem sendo desenvolvido no programa.

O endereço do Blog é ppdesdi.wordpress.com

Postado por Ricardo Esteves Gomes

Design e arte contemporânea no portal Senai-Design

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Aqui vai uma boa referência para aqueles interessados em outras áreas que integram o campo do Design, especialmente nos setores de mobiliário e moda. O Senai lançou no último dia 12 de junho, durante o Fashion Rio, seu novo Portal Senai-Design, trazendo notícias que vão além das informações de capas de revistas e tendências já vistas nas mídias tradicionais, trazendo referências sobre os diversos segmentos. Preocupando-se com a competitividade industrial brasileira, essa iniciativa consolida as ações de 17 departamentos regionais do Senai em todo Brasil. Com a experiência de especialistas e o apoio de instituições internacionais, o Portal nasce com o desafio de ser referência nacional para inspiração, estudos e pesquisas de tendências nos setores mobiliário, de moda e calçados, couro e acessórios.

Seu conteúdo está dividido em duas seções principais: local – com a inserção de artigos e matérias relacionadas à identidade brasileira, e global – com pesquisas e tendências mundiais.

Achei especialmente interessante uma matéria publicada sobre o trabalho da artista contemporânea Adriana Varejão, que cria um confronto constante entre formas geométricas e orgânicas. Suas pinturas, desenhos e fotografias apresentam um ambiente ora impactante, ora profundamente gráfico.

Essa e outras matérias podem ser vistas em www.senai.br/design. Vale a pena conferir.

Lançamento: Jana Thork Bold

Acabamos de lançar as versões Bold da família Jana Thork. As novas fontes contam com os mesmos recursos da versão Regular, com ligaturas e swashes. A fonte Jana Thork Pro Bold une todos os recursos programados num mesmo arquivo, utilizando as características OpenType. A nova versão Bold pode ser utilizada em parceria com a Regular, em projetos gráficos que requeiram uma hierarquia de informação mais complexa, ou um maior impacto visual. O novo pacote já disponível no portal MyFonts pelos mesmos 26,90 dólares por 20,17 dólares (preço promocional de lançamento).

Postado por Ricardo Esteves Gomes

TL em São Paulo

Nessa última semana fiz uma breve visita à São Paulo para conferir parte da programação da 3ª Bienal Latino-Americana de Tipografia no Brasil. Foi a palestra do meu grande colega Marconi Lima (Typefolio), do Amapá, apresentando seu projeto da família Adriane, selecionada para a mostra e disponível no mercado desde novembro. Quem esteve lá viu um designer autodidata, vindo do norte do país, com uma grande competência projetual e coerência discursiva, uma profunda consciência das potencialidades e limitações do trabalho apresentado, além de uma humildade ainda pouco vista nesse meio.

Foi também uma ótima oportunidade para ver meus trabalhos expostos, ganhar um belo catálogo e conhecer pessoalmente, além do próprio Marconi, figurinhas carimbadas como os simpáticos organizadores Luciano Cardinali e Cecília Consolo, a grande designer e calígrafa Marina Chaccur e o competente type designer, pesquisador e figuraça Gustavo Lassala. Tivemos ainda um encontro rápido com Eduardo Omine e ganhei belos presentes do Henrique Nardi, entre eles um livreto feito com a família Scrivano, que pude ver impressa em offset, em papel couché, utilizada em textos contínuos em pequenos tamanhos de corpo – uma boa forma de observar e avaliar criticamente seu rendimento nesse contexto técnico específico.

Espero, em breve, ter outros encontros tão agradáveis quanto esses. Certamente voltei de São Paulo enriquecido culturalmente e com uma nova energia para dar continuidade à minha pesquisa e aos meus projetos práticos.

Algumas fotos da exposição podem ser vistas no meu Flickr.

Postado por Ricardo Esteves Gomes

Gaia na Alemanha

A fonte Gaia Dingbats aparece na edição desse mês de junho da revista alemã Page, especializada em design gráfico. Tomara que estejam falando bem, pois, como já devo ter dito anteriormente, eu não entendo mais do que meia dúzia de palavras na língua germânica. Mas tudo bem, essa fonte também não serve para escrever, então estamos quites.

De algum modo, devemos estar falando uma mesma (ou semelhante) linguagem visual – o que não é de se estranhar, pois o legado desse país é de importância inegável para a construção do design como conhecemos hoje. Nos últimos tempos tenho me sentido muito honrado em ser citado por editores de revistas alemãs especializadas. Talvez esteja na hora de começar a aprender seu idioma.

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Postado por Ricardo Esteves Gomes

Gaia no Rising Stars de Junho

Minha recém lançada Gaia Dingbats acaba de aparecer como um dos destaques do Newsletter Rising Stars do mês de junho do portal MyFonts. Depois de 4 famílias lançadas, é a 4ª vez em que algum trabalho meu aparece nesse veículo de comunicação. Com isso, a fonte Gaia pulou para o 1º lugar no ranking Starlets e 21º lugar 6º lugar 4º lugar entre os Best Sellers.

Cheers!

Postado por Ricardo Esteves Gomes

Workshop?

Estou formando um pequeno banco de dados de pessoas interessadas em fazer um workshop de Introdução ao design de tipos pelo método Outras Fontes, na cidade do Rio de Janeiro. O curso ainda não tem uma data prevista, nem valor fechado. Quem estiver interessado e quizer saber mais detalhes pode enviar seu nome, idade, formação acadêmica/profissional e interesses específicos para ricardo [arroba] outrasfontes [ponto] com

Postado por Ricardo Esteves Gomes

Uma fonte é uma fonte

Sabe fonte? Daquelas que você tem no computador? Não, não me refiro à fonte de alimentação da máquina. A do outro computador aqui no meu home-office, por sinal, queimou na semana passada por conta de uma oscilação brusca de energia, mas isso é outra história. Me refiro às fontes que você usa para escrever, por exemplo. Ao contrário do que aquela sua tia de 70 anos imaginava, não, elas não nascem como estrelas, nem brotam como flores no jardim do Windows. Por trás de cada um desses tipos de letras existiu alguma pessoa que criou essas formas, seus ajustes métricos e disponibilizou de algum modo para que outras pessoas pudessem utilizar. Sem o trabalho dessas pessoas – trabalho esse que não nasceu com o computador – , provavelmente ainda estaríamos escrevendo à mão. Talvez trocando cartinhas manuscritas pelo correio, se é que teríamos aprendido a ler. Não que eu não goste de coisas manuscritas. Quem já viu algo da minha produção já deve ter desconfiado do contrário. Aliás, eu ficaria muito satisfeito em receber algo diferente de contas, convites de bancos para contrair dívidas, ou convites de igrejas para contrair Jesus. Mas a questão é que por trás de todo produto da tecnologia existe alguém (ou muitas pessoas) que gastou muitas horas da vida trabalhando para que isso fosse possível. Entre tantos outros casos, estão também os designers de tipos, como estes preferem se auto-nomear. O termo ‘fonte’ carrega em si muitos significados possíveis, mas me parece que na essência de todos eles está o mesmo – algo que se refere à procedência, àquilo que dá origem a outra coisa. Qual é sua fonte de renda? Provavelmente irá responder algo relacionado ao seu trabalho. Pelo menos assim espero. E sua fonte de energia vital? Bom, essa resposta é um pouco mais complexa. O termo fonte em tipografia também se refere à essa origem. Nos tipos de metal – que existiram desde o século 15 – o termo ‘fonte’ passou a ser utilizado para se referir a um determinado número de pequenas peças. Em cada uma delas (chamadas de tipos móveis) era gravado um sinal (geralmente do alfabeto, mas não restrito a ele) e o conjunto dessas peças formava um sistema tipográfico que seria utilizado para compor e imprimir livros, jornais e outros materiais gráficos. Alguns séculos depois, com o advento do computador pessoal, a tipografia passou a ser produzida digitalmente. Agora o desenho das letras passaria a existir não mais em matrizes físicas, mas em desenhos vetoriais, formados através de equações matemáticas no computador e visualizados através de pixels. O termo fonte passou a ser utilizado para se referir a esse conjunto de formas e vazios organizados através de matrizes digitais e compiladas em um determinado tipo de arquivo. Esse arquivo pode ser instalado em sistemas operacionais (como Windows e Mac OS), utilizado em softwares diversos para compor o texto, através do teclado, e dar saída em diferentes tipos de impressoras. A essência do termo, que se refere à procedência, continua a mesma. Uma fonte tipográfica, como esta que utilizo para compor este texto, é hoje esse conjunto de parâmetros pré-determinados pelo designer e disponibilizados através de um arquivo para a utilização em outros projetos, por outras pessoas. É o que possibilita a escrita através de máquinas, mesmo que ignoremos esse fato. As mudanças na tecnologia certamente modificaram e continuarão modificando a forma de pensar e produzir novos tipos. Mas como já dizia o sábio Hermann Zapf, “nunca devemos esquecer que o olho humano continua sendo o melhor crítico e juiz. Nossos olhos não são diferentes dos olhos de quinhentos anos atrás, nos tempos de Gutemberg”.

ZAPF, Hermann. Future Tendencies in Type Design: The Scientific Approach to Letterforms. Visible language, Cleveland, n. 1, v. 19, winter 1985.

E está citada a fonte.

Postado por Ricardo Esteves Gomes

Programação TL2008

Já foi divulgada a programação oficial da Bienal Tipos Latinos 2008 no Brasil. O evento contará com palestrantes cujo trabalho admiro bastante, como Alejandro Lo Celso (Argentina), Gabriel Martínez Meave (México) e Marconi Lima (Brasil). É uma excelente pedida para quem estiver em São Paulo no mês de Junho. A programação completa do evento pode ser vista na página da Bienal no Brasil.

Postado por Ricardo Esteves Gomes

ATypI - sou membro

Pois bem, nessa semana me tornei o mais novo membro da ATypI (Association Typographique Internationale). Acabei de me filiar até o fim do ano a essa respeitada associação, que já tem uma bela tragetória histórica no fomento da tipografia pelo mundo. Fundada em 1957, a ATypI fornece a estrutura para comunicação, informação e ação entre a comunidade tipográfica internacional. Tem hoje, entre seus membros ativos, nomes que dispensam apresentações como Matthew Carter, Ellen Lupton, Erik Spiekermann, Jean Fronçois Porchez, Lucas de Groot, Dino dos Santos, entre tantos outros que, de certo, injustamente, esquecerei de citar aqui, pois a lista é grande. Espero, humildemente, acompanhar as discussões on-line e tentar aprender um pouco com tantas feras da tipografia mundial.

Postado por Ricardo Esteves Gomes